terça-feira, 13 de janeiro de 2009

10 coisas

... que cada jornalista deveria saber em 2009:

Estou sem paciência para traduzir os 10 tópicos que puxei lá do Journalism.co.uk mas acredito que as dicas valem tanto para iniciantes quanto para mais experientes no jornalismo digital:

1. How to use Twitter to build communities, cover your beat, instigate and engage in conversations.

2. How to use RSS feeds to gather news and manage them using filtering techniques (basic or advanced).

3. That there is a difference between link journalism and ‘cut and paste’ journalism (aka plagiarism).

4. That your readers are smarter than you think. In fact, many are smarter than you - they know more than you do.

5. That churnalism is much easier to spot online. If you do this regularly, your readers are already on to you - merely re-writing press releases without bringing anything to the table no longer cuts it.

6. Google is your friend. But if you are not using advanced search techniques, you really have no idea what it is capable of.

7. You do not have to own, or even host, the technology to innovate in journalism and engage your readers. There is a plethora of free or cheap tools available online, so there is no excuse for not experimenting with them.

8. Multimedia for multimedia’s sake rarely works, and is often embarrassing. If you are going to do it, either do it well enough so it works as a standalone item or do it to complement your written coverage - for example, add a link to the full sound file of your interview with someone in your article, or a link to the video of someone’s entire speech at an event. The latter will enhance the transparency of your journalism too. Great tips and resources here and some useful tips on doing video on a budget.

9. How to write search engine friendly journalism. Old school thinking about headline writing, story structure etc no longer applies online and there is also more to learn about tagging, linking and categorisation. Sub-editors (if you still have them), editors and reporters all need to know how to do this stuff.

10. Learn more about privacy. You can find a lot of information about people online, especially via social networking sites, but think carefully about the consequences. And bear in mind that it cuts both ways, if you do not do it carefully, your online research could compromise your sources.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Guia Prático para a Nova Ortografia


As mudanças ortográficas já estão em vigor. A editora Melhoramentos disponibiliza uma versão gratuita do Guia Prático para a Nova Ortografia (pdf).

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Escrever na web


O livro "Cómo escribir para la web!" está disponível em pdf. O autor é Guillermo Franco. Editado pela Knight Center for Journalism in the Americas, o livro discute diversos pontos apresentados na aula de jornalismo digital. Vale conferir.

sábado, 18 de outubro de 2008

Um panorama da mídia iberoamericana


Medios de Comunicación - El escenario Iberoamericano (pdf), coordenado pelo professor Bernardo Diaz Nosty, está disponível na Internet. O informe tem a participação de vários pesquisadores da América Latina, Portugal e Espanha.

O informe tem 421 páginas e destaca vários assuntos relevantes, como modelos midiáticos, convergência cultural e dos meios, meios e democracia, novos cenários e mídias.É leitura indispensável para pesquisadores em comunicação.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Media On 2008 - 2o. Seminário Internacional de Jornalismo Online

Divulgando um evento que parece interessante

O MediaOn, seminário internacional de jornalismo online, realiza a sua segunda edição entre os dias 9, 10 e 11 de setembro de 2008 para debater expansão das redes sociais na internet e as coberturas na web das campanhas eleitorais norte-americana e brasileira.

Previsto para ocorrer na sede do Itaú Cultural, em São Paulo, o MediaOn terá as participações internacionais do videojornalista Michael Rosenblum, fundador da New York Times TV; Lila King, produtora sênior da CNN.com; António Granado, professor de jornalismo da Universidade Nova de Lisboa e editor do site Público; Giles Wilson, editor de blogs da BBC e Miguel Almaguer, repórter especial da NBC, entre outros.

O evento, que será co-realizado pelo Terra e Itaú Cultural, contará também com a participação de representantes de diversos meios de comunicação do Brasil, da produção cultural e do mundo acadêmico. São eles:

  • Aleksandra Zakartchouk, Diretora de Comunicação da Gatacine
  • Alon Feuerwerker, Editor de Política do Correio Brasiliense
  • Andrea Fornes, Produtora Executiva do MSN Brasil
  • Bob Fernandes, Editor-chefe do Terra Magazine
  • Caique Severo, Diretor de Conteúdo do IG
  • Carlos Eduardo Lins da Silva, Ombudsman da Folha de S. Paulo
  • Edward Pimenta, Editor de Treinamento Editorial da Abril
  • Emerson Calegaretti, Diretor do MySpace Brasil
  • Fábio Malini, Professor de Jornalismo da Universidade Federal do Espírito Santo
  • Francisco Mendes, Correspondente em Washington do Grupo bandeirantes de Rádio
  • Josias de Souza, Blogueiro do UOL e Colunista da Folha de São Paulo
  • Marcelo Tas, Apresentador e Blogueiro da TV Bandeirantes e do UOL
  • Márcia Menezes, Editora-chefe do G1
  • Marco Chiaretti, Diretor de Conteúdo digital do Estado de São Paulo e Limão
  • Maurício Stycer, Repórter Especial do IG
  • Ricardo Anderáos, Diretor do Metro Internacional, Blogueiro e Colunista de Tecnologia da Band News FM
  • Rodrigo Tavares, Cineasta e Diretor da Gatacine
  • Sérgio Gwercman, Redator-chefe da Super Interessante

O MediaOn conta ainda com o apoio da BBC Brasil e da CNN.com.

Os interessados podem inscrever-se gratuitamente pelo site www.mediaon.com.br, a partir do dia 25 de agosto. As vagas são limitadas. O evento terá transmissão online ao vivo pelo portal Terra. A participação do público poderá se dar por meio de perguntas vindas da platéia ou enviadas pela internet, durante a transmissão online.

Itaú Cultural
Av. Paulista, 149 São Paulo SP
[estação brigadeiro do metrô]
fone 11 2168 1700
fax 11 2168 1775

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Textos de Axel Bruns



Para quem está interessado nos estudos de Axel Bruns, seguem os três títulos do autor:


1) Blogs, Wikipedia, Second Life and Beyond: From Production to Produsage (2008)


2)Gatewatching: Collaborative Online News Production (2005)


3) Uses of Blogs com Joanne Jacobs (2006)


No Blog do autor, o Snurblog, há vários artigos dele. A maioria está disponibilizada em formato pdf.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Entrevista com Derrick deKerckhove por Vinicius Pereira

Derrick deKerckhove é Professor do Departamento de Letras da Universidade de Toronto(Canadá) e Diretor do McLuhan Program in Culture and Technology/Universidade de Toronto. Trabalhou por mais de dez anos diretamente com Marshall McLuhan, como, co-autor, tradutor e assistente. É considerado um dos principais herdeiros intelectuais de McLuhan, tendo avançado suas pesquisas sobre mídias em torno das novas tecnologias de comunicação. Na Universidade de Toronto, leciona há anos a disciplina "Media, Mind and Society" (Mídia, Mente e Sociedade), onde discute os impactos e efeitos das novas tecnologias de informação nas práticas comunicacionais, cognitivas e culturais contemporâenas. É autor de inúmeros livros, dentre os quais "Brainframes: Technology, Mind and Business"(Bosch&Keuning, 1991), "The Skin of Culture"(Somerville Press, 1995), "Connected Intelligence" (Somerville, 1997), "The Architecture of Intelligence"(2000), dentre outros.

Entrevista com Derrick deKerckhove, feita por Vinícius Andrade Pereira, professor do PPGC-UERJ e da ESPM, para O Globo. 21/08/2008

- Vamos começar considerando o impacto das novas tecnologias nos modos como os jovens estão consumindo entretenimento midiático… O que o Sr destacaria neste contexto?

O telefone celular está distribuído mundialmente exceto, talvez, para jovens de regiões extremamente pobres. SMS (Short Message Service) é barato e tem uma linguagem e, mesmo cultura de fundo, desenvolvida do estilo telegráfico de se digitar mensagens com o polegar. Textos que podem até ser mais elaborados, mas ainda assim curtos, permitidos por equipamentos mais sofisticados.
Há também os games, os jogos eletrônicos. Há muitos deles, formando a maior indústria de entretenimento atualmente — maior mesmo que a própria indústria cinematográfica — que deve ser interativa, porque o entretenimento na sua maior expressão é em tempo real. Isso significa que a indústria do entrentenimento hoje, sob a égide das novas tecnologias, deve ser participativa, interativa, conectada e imediata. Formas de entretenimento com conteúdos tradicionais como filmes, séries de tv e mesmo livros continuam a ser consumidas, mas, a ação real se dá para os jovens dentro de uma perspectiva do “onde estou”, não em alguma ficção. Nesse sentido, talvez “consumo” não seja a palavra exata. E mais, existem ainda as mídias sociais, tipo Facebook, Orkut e MySpace, e mesmo os metaversos(Second Life, por exemplo) que promovem novos “playgrounds” para os jovens. De uma maneira geral as pessoas parecem não desfrutar de softwares
sociais para interconexões como a garotada, que está no auge dessa onda.

- Como as novas tecnologias estão mudando as maneiras das pessoas se informarem hoje em dia?
Cada um de nós ocupa o centro de uma esfera midiática eletrônica que nos apresenta todo tipo de informação, todo tempo em qualquer lugar. McLuhan propôs que o meio é a mensagem, o usuário é o conteúdo. Isso é verdade: nós estamos no centro de uma completa imersão nas mídias e nos ambientes de informação. As pessoas estão criando suas próprias redes de informação, das mais imediatas(família e amigos), às globais, através de blogs, comunidades virtuais e de softwares sociais. Podemos dizer que as pessoas criam suas próprias informações coletivamente em sites como a Wikipedia, por exemplo. Criam tais informações de modo individual e coletivamente através de sites de tagging social como o del.icio.us ou o Flickr, por exemplo. O conteúdo, o formato e a distribuição da informação mudaram também. As informações são mutimídia, hipertextuais, etiquetadas(tagged), linkadas e interativas.

- Compreendendo toda essa reflexão dentro do que podemos chamar de ecologia da informação, o que devemos considerar quando focamos as universidades dentro do contexto da cultura digital?

Várias reformas deveriam ser empreendidas a fim de permitir às universidades se beneficiarem das redes sociais digitais, adaptando seus currículos e métodos de ensino, do mesmo modo que seus métodos de avaliação, pesquisa e publicação. Mas as universidades não estão com pressa em se integrarem plenamente às novas mídias. Sim, é verdade que existem práticas tais como conteúdos de disciplinas que são dispostos da forma de podcasting, e especulações em torno da Wikiversity, mas os estudantes ainda têm que esperar o fim do lento processo de publicação das suas teses antes que possam postular a um espaço profissional mais expressivo, dentro dos meios acadêmicos. Parece injusto manter jovens doutores estudiosos privados de uma publicação on-line e, desse modo, reduzir as chances de conquistarem mais espaços de atuação, até que seus trabalhos sejam publicados no ritmo de lesma, típico da publicação em papel.

- O Sr. tem viajado por todo o mundo, dando aulas e palestras em diferentes países como os EUA, a Itália, o Brasil, o Japão, dentre outros. O que o Sr. destacaria como importante considerando os diferentes modos como as novas tecnologias estão impactando essas culturas?

Penso que o que é importante para todas as sociedades e também para todas as comunidades locais é o acesso e a garantia de liberdades civis. O fornecimento de comunicação deveria ser uma das responsabilidades principais do Estado, tanto quanto transporte, saúde, segurança e outros serviços básicos. Contudo, observamos interesses variados quanto à adoção de tecnologias de informação e de comunicação por diferentes países. Testemunhamos, por exemplo, por muito tempo — e em vão — a resistência da França contra a Internet para proteger o Minitel. E então, no começo dos anos 90, sua rápida recuperação no que diz respeito às taxas de adoção da Internet. Ou o caso da Itália, onde o acesso à Internet ainda está em um baixo patamar, de 31% da população, quando comparado aos 78% na Inglaterra. A conseqüência de qualquer retardo na adoção dessas tecnologias é a promessa de um crescimento econômico menor e mais lento. E
isso se dá porque a capacidade intelectual de um país não está sendo alimentada. É tão contraproducente para um Estado frear ou resistir através das suas leis formas de conectar comunidades, quanto concentrar todas as energias da nação em uma única indústria como a do petróleo. Você precisa de ambos, músculos e cérebro, para por em movimento um país.

- O que o Sr. diria aos pais que estão educando seus filhos hoje? Quais seriam os limites e os direitos de crianças que estão lidando todo o tempo com diferentes tipos de mídias?

Este é o maior desafio da educação. Mas é difícil encontrar professores que irão educar seus alunos para um uso crítico da web. As mídias estão mudando tão rapidamente que as habilidades requeridas para lidar com elas parecem, desde os primeiros dias da web, reservadas às gerações mais novas. O que se pode ver, por exemplo, na idade de Marc Andressen, 19 anos, quando desenvolveu o primeiro browser, o MOSAIC. O único modo dos pais intervirem eficientemente junto às “crianças on-line” é partilhar a experiência com elas de vez em quando, mostrando através de exemplos, usos adequados das mídias e se distanciando um pouco para ver como as coisas vão... dando uma passo atrás para poder ver o quadro como um todo. Como direitos das crianças, acho que são os mesmo que os dos adultos. Quero dizer, você não invade a privacidade delas mais do que como você faz com um vizinho...(rs) O mundo on-line é uma extensão e não uma
contradição ao mundo físico. Mas, como em todas as coisas, há uma aceleração e multiplicação violenta dos efeitos de qualquer meio e, no caso específico da Internet, as possibilidades de se escolher direções erradas estão multiplicadas.

- O que o Sr pensa do papel que teriam, no Brasil, formas de governo eletrônico e móvel como, por exemplo, o uso de celulares para acesso a serviços básicos de cidadania, ou mesmo para votação?...

Eu não conheço a cena política brasileira o suficiente para falar com propriedade sobre isso... Mas, posso afirmar com certeza que, se o Brasil quer alavancar sua economia e assegurar o seu papel como interlocutor no primeiro mundo, como está começando a acontecer, o governo brasileiro deveria considerar a possibilidade de conectar todo o país, começando com grandes concentrações da população como, por exemplo, provendo conectividade de graça para algumas favelas escolhidas sob certas condições, a fim de encorajar o desenvolvimento e a maturação destas comunidades.